sexta-feira , 15 maio 2026
Lar Últimas notícias Ex-presidente da Funai é condenado por perseguir servidores
Últimas notícias

Ex-presidente da Funai é condenado por perseguir servidores

A Justiça Federal do Amazonas condenou nesta quarta-feira (15) o ex-presidente Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) Marcelo Augusto Xavier da Silva a dez anos de prisão pelo crime de denunciação caluniosa. Cabe recurso contra a decisão.

Ex-dirigente do órgão no governo de Jair Bolsonaro, Marcelo Silva foi acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de perseguir servidores do órgão, integrantes da Associação Waimiri Atroari e outras entidades que atuam em defesa dos indígenas para aprovar a parte da Funai no processo de licenciamento ambiental do Linhão do Tucuruí, linha de transmissão de energia entre Manaus e Boa Vista.

A decisão foi proferida pelo juiz Thadeu José Piragibe Afonso, da 2ª Vara Federal Criminal do Amazonas. O juiz afirmou que o ex-presidente atuou para “intimidar e pressionar” os servidores a aprovar o licenciamento durante o governo Bolsonaro.

Segundo o magistrado, o ex-presidente solicitou à PF abertura de investigações contra os funcionários do órgão.

“O intuito do acusado de conferir celeridade ao processo de licenciamento do Linhão, ignorando formalidades administrativas, apontamentos técnicos e a própria história da população indígena diretamente envolvida, mostra-se patente e delineia a motivação por detrás do pedido de instauração do inquérito: retaliar e pressionar seus subordinados a tocar para frente o licenciamento da obra”, afirmou.

O magistrado também acrescentou que o acusado sabia que as acusações não tinham fundamento.

“As vítimas, além de inocentes, não apresentavam qualquer motivação ou conduta criminosa. Sua inclusão nos procedimentos foi infundada tecnicamente, dolosa subjetivamente e instrumentalizada politicamente, somente porque contrariavam os interesses políticos de que o ex-presidente da Funai nutria devoção”, completou.

Outro lado

Em nota enviada à Agência Brasil, o advogado Marcos Soares Júnior disse que recebeu a condenação com “perplexidade e indignação” e reiterou que os atos praticados por Marcelo Augusto Xavier estavam baseados no cumprimento do exercício legal da função.

A defesa acrescentou que vai recorrer da decisão.

 “Pode-se afirmar com convicção que não há prova nos autos quanto a alegação de instrumentalização da Polícia Federal e Ministério Público para fins de pressionar ou perseguir servidores, lideranças indígenas e afins”, declarou a defesa. 


Fonte

Artigos relacionados

CPR SUL DESTACA APOIO AO PM APÓS CRISE EM HOTEL DE ILHÉUS

Um policial militar identificado como Isaías Abreu, também pastor na cidade de...

ATENDIMENTOS DO BOLSA FAMÍLIA E BPC SERÃO SUSPENSOS NESTA SEXTA EM ILHÉUS

A Prefeitura de Ilhéus informou que os atendimentos do Bolsa Família, Passe Livre e...

ESTUDANTES PROMOVEM AÇÃO GRATUITA DE ACESSO AO GOV.BR

Estudantes da Faculdade de Ilhéus realizarão uma ação gratuita de cadastramento da plataforma GOV.BR...

EMBASA CELEBRA 55 ANOS NA BAHIA

A Empresa Baiana de Águas e Saneamento, Embasa, celebrou nesta segunda-feira (11) os...