quarta-feira , 13 maio 2026
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Artesã ilheense vai representar a cultura Tupinambá em grande feira cultural em Salvador

A artesã ilheense Luciana Yara Carqueija Tupinambá conquistou o primeiro lugar no processo seletivo da Feira Artesanato da Bahia – Edição Indígena, garantindo presença em um dos mais relevantes espaços de valorização da cultura indígena no Estado. O resultado não apenas a destaca entre os nomes escolhidos, mas reafirma a força de uma produção artesanal que carrega identidade, memória e tradição.

A feira integra a programação da 5ª edição do Abril do Artesanato Indígena 2026, que acontece entre os dias 24 e 26 de abril, no Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC), em Salvador. Reunindo cerca de 30 artesãos de diferentes etnias, o evento vai além da comercialização de peças, é um espaço de encontro, troca e visibilidade. Nesse cenário, a presença de Luciana amplia o alcance da cultura Tupinambá de Ilhéus e reafirma seu protagonismo.

A trajetória que leva Luciana até esse reconhecimento também se conecta com sua atuação na formação de novos artesãos. Ela será uma das instrutoras da oficina de Artesanato Cultural no Projeto Ilhéus Rural Produtiva, dentro do Programa Manoel Querino em Ilhéus, executado pela ABIR (Associação Bariátrica de Ilhéus e Região).

Nesse papel, ela não apenas ensina técnicas, mas compartilha experiências e saberes que atravessam gerações, aproximando tradição e oportunidade. Mais do que capacitar, a proposta busca transformar, fazendo dos conhecimentos tradicionais uma porta concreta para geração de renda e autonomia. Com foco na população da zona rural, a qualificação parte da realidade do território, valoriza práticas locais e reconhece o que já existe nas comunidades como ponto de partida para criar novos caminhos.

Com a estrutura e a representatividade da ABIR e a coordenação de Laudicéia Carvalho e do professor Emenson Silva, o programa pretende alcançar centenas de jovens e mulheres dos distritos e comunidades rurais. O objetivo é criar oportunidades reais de mudança de vida a partir da qualificação.

Assim, o Programa Manuel Querino busca se consolidar como uma estratégia de inclusão produtiva com base territorial e para isso, conta com professores que realmente conhecem a realidade local e as demandas da população, em especial o grupo atendido e contar com mentores como Luciana, é poder abrir caminhos para quem historicamente teve pouco acesso a políticas públicas, o projeto aposta na cultura e no trabalho como instrumentos de transformação.

A conquista de Luciana, portanto, vai além do reconhecimento individual. Ao chegar à feira como destaque, ela leva consigo não só sua história, mas também o potencial de um projeto que aposta nas pessoas, no território e na força do conhecimento tradicional.

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