Os acidentes com motocicletas seguem impactando fortemente a rede pública de saúde da Bahia. Apenas em 2025, as internações relacionadas a esse tipo de ocorrência já custaram cerca de R$ 148,6 milhões ao sistema público estadual, segundo dados da Sesab.
No Hospital Ortopédico do Estado da Bahia, referência em ortopedia e trauma, cerca de 60% dos atendimentos de urgência estão ligados a acidentes de trânsito, sendo que 40% envolvem motociclistas. A maioria das vítimas é formada por homens entre 18 e 40 anos, muitos deles trabalhadores que utilizam a moto como ferramenta de sustento.
As ocorrências são mais frequentes no fim da tarde, à noite e nos finais de semana. Entre os casos atendidos estão fraturas graves, traumas na coluna, lesões na pelve e amputações traumáticas, exigindo cirurgias e longos períodos de reabilitação.
Um entregador de 37 anos, internado após sofrer o terceiro acidente de moto, relatou dificuldades financeiras após o afastamento do trabalho. Pai de três filhos e com a esposa grávida, ele depende atualmente da ajuda de amigos e familiares.
Segundo o diretor da unidade, Roger Alencar, o cenário reforça a necessidade de ampliar ações de prevenção e segurança no trânsito, diante dos impactos sociais, emocionais e econômicos provocados pelos acidentes.
