quinta-feira , 9 julho 2026
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Hoje é Dia: memória de Érico Veríssimo e Maradona são destaques

Datas que relembram a perda de figuras célebres estão entre os principais destaques da semana entre os dias 23 e 29 de novembro de 2025. No dia 28, a morte do escritor gaúcho Érico Veríssimo completa nada menos do que 50 anos. Autor de obras que se tornaram clássicos, como “O Tempo e o Vento” e “Incidente em Antares”, ele teve a história contada pelo História Hoje (da Radioagência Nacional) em 2017 e recebeu uma homenagem póstuma no especial O Continente de Érico, exibido na TV Brasil em 2009.

No dia 25, a morte de outra figura marcante completa 5 anos. Foi em 25 de novembro de 2020 que o mundo se despediu de Diego Armando Maradona. Considerado um dos maiores jogadores de futebol da história (para alguns, o maior jogador da história), ele deixou o nome marcado por jogadas e por polêmicas. A TV Brasil já contou alguns episódios da sua história como o gol antológico contra a Inglaterra na Copa do Mundo de 1986 e a conquista da Copa daquele ano.

Um dia antes, em 24 de novembro de 2020, o Brasil perdeu outra personalidade ligada ao esporte: o jornalista e apresentador Fernando Vanucci. Com sua voz inconfundível e bordões, como o clássico “Alô, você!”, Vanucci foi referência na cobertura esportiva e no jornalismo televisivo e foi homenageado na época pelo Rádio Sociedade.

Datas de reflexão

A semana também traz reflexões profundas sobre causas sociais. Em 25 de novembro celebra-se o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres. A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) para reforçar a luta contra um problema estrutural que atinge milhões de mulheres no mundo todo. A data já foi destaque no Viva Maria (Rádio Nacional da Amazônia) e Repórter Brasil (TV Brasil):

Quatro dias depois, em 29 de novembro, é o Dia Internacional de Solidariedade para com o Povo Palestino. Criada pela ONU em 1947, a data marca a resolução que tratou da partilha da Palestina e abriu caminho para a criação do Estado de Israel. Mais de sete décadas depois, o tema continua atual por conta dos conflitos na Faixa de Gaza. No ano passado, o Repórter Brasil fez um conteúdo sobre a data.

Saúde

Na semana há, ainda, três datas ligadas à saúde. Em 23 de novembro é lembrado o Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantil, voltado para a conscientização sobre diagnóstico precoce e tratamento adequado, que podem salvar vidas e trazer esperança a milhares de famílias. A data já foi destaque na Agência Brasil e programas como Revista Rio (Rádio Nacional) e Repórter Brasil (TV Brasil):

No dia 25, celebra-se o Dia Nacional do Doador de Sangue, uma data de valorização da solidariedade, fundamental para manter os estoques dos hemocentros e garantir o atendimento a quem precisa. A Radioagência Nacional e o Repórter Brasil já falaram sobre a data:

Para fechar a semana, temos o Dia Nacional de Luta contra o Câncer de Mama, em 27 de novembro. A data, que reforça a importância da detecção precoce dessa doença que ainda é uma das principais causas de morte entre mulheres no Brasil, já foi tema de debates no Revista Brasil e no Brasil em Dia.

*Confira a lista completa de efemérides de novembro de 2025

Novembro de 2025

23/11

Início da Intentona Comunista no Brasil (90 anos)

Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantil

24/11

Morte do radialista, jornalista e apresentador mineiro Fernando Vanucci (5 anos)

25/11

Nascimento do escritor português Eça de Queiroz (180 anos)

Morte do treinador e ex-futebolista argentino Diego Maradona (5 anos)

Nascimento do general e ditador chileno Augusto Pinochet (110 anos)

Albert Einstein conclui sua Teoria da Relatividade Geral, apresentando o ensaio “Movimento Eletrodinâmico dos Corpos” para a Academia de Ciências da Prússia (110 anos)

Dia Nacional do Doador de Sangue

Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres – comemoração internacional, ratificada pela ONU na sua Resolução A/RES 54/134, de 17 de dezembro de 1999

Dia Nacional da Baiana de Acarajé – comemoração criada pela Lei Nº 12.206, de 19 de janeiro de 2010, que tornou nacional uma celebração inicialmente apenas da capital do estado da Bahia

26/11

Criação do Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio (95 anos)

27/11

Nascimento do escritor paulista Raduan Nassar (90 anos) – recebeu o Prêmio Camões em 2016

Nascimento do lutador de artes marciais, ator e cineasta sino-americano Lee Jun-fan, o Bruce Lee (85 anos)

Dia Nacional de Luta contra o Câncer de Mama

Dia dos Profissionais de Segurança do Trabalho

28/11

Morte do escritor gaúcho Érico Veríssimo (50 anos)

29/11

Morte do escritor gaúcho Érico Veríssimo (50 anos)

Dia Internacional de Solidariedade para com o Povo Palestino – comemoração internacional instituída pela ONU. Tem como finalidade marcar a data da aprovação da resolução Nº 181, de 29 de novembro de 1947, na 2ª sessão da Assembleia Geral da ONU, que então versava sobre a partilha da Palestina, e que possibilitou a criação do Estado de Israel

*As datas são selecionadas pela equipe de pesquisadores do Projeto Efemérides, da Gerência de Acervo da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que traz temas relacionados à cultura, história, ciência e personalidades, sempre ressaltando marcos nacionais e regionais. A Gerência de Acervo também atende aos pedidos de pesquisa do público externo. Basta enviar um e-mail para centraldepesquisas@ebc.com.br.


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Internacional

A votação do projeto de lei complementar (PLP) que cria o novo Código Eleitoral, prevista para esta quarta-feira (11) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, foi bloqueada por resistência de senadores da oposição contra trechos que combatem notícias fraudulentas, as chamadas fake news. Também sofreram resistência os dispositivos que tratam da segurança da urna eletrônica; da quarentena para militares, juízes, policiais e promotores poderem se candidatar; da cota de 20% das vagas dos parlamentos para mulheres, entre outros temas. Por acordo, a votação foi adiada para 9 de julho, após reuniões a serem realizadas entre o relator, senador Marcelo Castro (MDB-PI), e representantes dos partidos. Novas emendas para mudar o texto poderão ser apresentadas até o dia 2 de julho. Senadores da oposição, e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, fizeram duras críticas aos artigos do PLP 112/2021 que buscam combater ou limitar as fakes news nas campanhas eleitorais. >> Siga o perfil da Agência Brasil no Instagram O líder da oposição do Senado, senador Rogério Marinho (PL-RN), defendeu que as mudanças seriam “censura”. “Você está criminalizando a crítica, está restringindo o debate público, está imputando penas às pessoas pela simples discordância”, disse Marinho. O relator Marcelo Castro defendeu que é preciso ter regras no processo democrático para que mentiras não prejudiquem o julgamento do eleitor. “Vamos deixar um candidato publicando mentiras e distorcendo a vontade popular? A democracia tem que ter mecanismos para se defender. As pessoas tem que julgar baseado em fatos reais, e não em mentiras”, rebateu o senador. Um dos trechos criticados, o Parágrafo 4ª do Artigo 368, por exemplo, proíbe o uso de recursos públicos para “propagação de mensagens falsas” e para “disseminação de discurso de ódio”. Já no Artigo 454, proíbe-se a divulgação de “fatos sabendo ou devendo saber serem inverídicos para causar atentado grave à igualdade de condições entre candidatos no pleito ou embaraço, desestímulo ao exercício do voto e deslegitimação do processo eleitoral”. No mesmo artigo, é vedada a incitação à violência, em qualquer de suas formas, além de vedar a “defesa de posições ou interesses contrários à forma democrática de governo; e o conteúdo ou mensagem que deprecie a condição de mulher”. Sistema eleitoral O projeto estabelece que a divulgação de fatos inverídicos será punida com prisão de um a quatro anos mais multa, aumentando a pena em dois terços se a conduta é praticada contra a integridade dos processos de votação, apuração e totalização de votos, “com a finalidade de promover a desordem ou estimular a recusa social dos resultados eleitorais”. Para o senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR), a medida inviabiliza críticas ao sistema eleitoral. “Se criticar o sistema eleitoral, o cara vai preso, perde o mandato. Ninguém pode fazer uma crítica ao sistema eleitoral”, reclamou. O relator Castro negou que o artigo inviabilize a crítica. “Isso não é crítica. É um movimento de desacreditação do resultado eleitoral para promover uma balbúrdia e desacreditar o eleito. É totalmente diferente da crítica”, respondeu. Em julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), o chamado processo da trama golpista que resultou no 8 de janeiro de 2023 aponta como um dos elementos para se promover o golpe de Estado no Brasil a acusação, sem provas, da insegurança das urnas eletrônicas, que teria o objetivo de anular as eleições presidenciais de 2022. Quarentena Outro tema criticado pelos senadores da oposição foi a quarentena de dois anos para juízes, promotores, militares e policiais abandonarem o cargo antes de se candidatarem. O relator Marcelo Castro justificou que a norma visa impedir que pessoas nessas funções usem o cargo para propaganda pessoal “São carreiras de Estado incompatíveis com a atividade política. Uma pessoa não pode ser juiz e político, ele jamais vai julgar com isenção. Ele não pode ser promotor e político. Está proibido de ser candidato? Não. Apenas tem se afastar no tempo hábil para campanha. Eu ainda me sensibilizei e diminui a quarentena de 4 para 2 anos”, argumentou. O senador Sérgio Moro (União-PR), que se notabilizou nacionalmente como juiz da Lava Jato e por determinar a prisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, criticou a medida. “Nos causa muita preocupação é a questão da quarentena para policiais, juízes e promotores”, disse. Moro foi considerado um juiz parcial no processo contra Lula após ser flagrado combinando estratégias com a acusação da Lava Jato. Cota para mulheres Outro tema que tem divergência é o artigo que estabelece cota de 20% das vagas dos parlamentos para candidatas mulheres. Só poderiam entrar na cota a candidata que tenha, no mínimo, conquistado 10% do quociente eleitoral definido em cada eleição. O quociente eleitoral é uma média de votos calculada com base no número total de votos válidos e de vagas disputadas. O quociente é usado para evitar que pessoas com poucos votos assumam uma cadeira no Legislativo. O senador Eduardo Girão (PL-CE) disse que é contra essa reserva. “É uma forma até de discriminação você fazer isso. Por que este Senado não pode ter 100% de mulheres? A gente sabe da capacidade, as mulheres daqui fazem um grande trabalho. Agora você ter que estabelecer cota de cadeira aqui dentro não me parece razoável”, argumentou. Já a senadora Eliziane Gama (PSD-MA) sustentou que a mudança é importante para ampliar a participação da mulher na política brasileira. “Se não estabelecer cota, nós vamos levar cem anos para chegar à igualdade entre homens e mulheres no Brasil na representação política. Venezuela, Argentina, Chile, Paraguai, todos na América Latina têm critérios de cota de um jeito ou de outro.” Projeto O PLP 112/2021 que cria novo Código Eleitoral tem quase 900 artigos e unifica sete legislações em vigor. Ele estabelece novas regras para prestação de contas de campanhas; cria regras de fiscalização das urnas eletrônicas, disciplina propaganda eleitoral na internet, estabelece prazo de oito anos de inelegibilidade para condenados pela Lei da Ficha Limpa, entre outros temas.

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