quarta-feira , 11 março 2026
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Operação no RJ resgata 700 animais silvestres e prende 45 pessoas

A Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) e o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) realizaram, nesta terça-feira (16), operação de combate ao tráfico de animais silvestres no estado do Rio de Janeiro. 

 Chamada de “Operação São Francisco”, a ação é resultado de um ano de investigações que revelaram a maior organização criminosa no estado e conexões com facções de outros estados

Desde o início da manhã até o momento, 45 pessoas foram presas e aproximadamente 700 animais silvestres foram resgatados.

 No total, estão sendo cumpridos 270 mandados de busca e apreensão na capital, região metropolitana, Baixada Fluminense, Região Serrana, Região dos Lagos e também em São Paulo e Minas Gerais. Mais de mil policiais civis participam da operação.

As investigações apontaram 145 suspeitos de envolvimento com o esquema criminoso.

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Tráfico de animais

As investigações apontaram que o grupo vinha explorando há décadas o tráfico de animais silvestres no estado,  por meio da venda em feiras livres clandestinas. A organização também traficava armas e munições.

O secretário de Polícia Civil, delegado Felipe Curi, disse que “as investigações mostraram que a organização criminosa atua de forma armada e estruturalmente organizada, por meio de diversos núcleos com funções específicas, incluindo o de caçadores”.

“Esses bandidos eram os responsáveis pela caça em larga escala de animais silvestres em seus habitats naturais. Após serem sequestrados da natureza, os animais eram transportados de forma cruel pelo núcleo de atravessadores. Eles tinham a função de entregar os animais nos centros urbanos para a comercialização”, explicou.

Havia ainda um núcleo especializado em caçar, dopar e vender macacos para outros integrantes do grupo. Muitos deles eram retirados das matas fluminenses, como o Parque Nacional da Tijuca e o Horto Florestal.

Outros núcleos eram o de falsificadores – que vendiam anilhas, selos públicos, chips e documentos falsos, que eram usados para mascarar a origem ilícita dos animais – e o de armas – responsável pelo fornecimento de armamento e munições para a organização.

Além disso, os investigadores identificaram diversos consumidores finais.

O inquérito aponta ainda que os traficantes de animais tem relações próximas com as facções criminosas, como forma de garantir a venda em feiras clandestinas em áreas exploradas pelo tráfico de drogas.

Animais resgatados

Maior parte dos animais resgatados foi levada para Cidade da Polícia, onde estão recebendo atendimento veterinário e serão avaliados por peritos criminais.

Em seguida, serão levados para centros de triagem para reintrodução na natureza.


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